Lesson 1: Thinking about the future

3. Invenções e Previsões

Invenções e Previsões

A ficção científica é verdadeiramente fascinante pois as suas invenções e previsões têm uma estranha forma de se tornarem realidade. Seis exemplos:
Leonardo da VinciLeonardo da Vinci (1452-1519)

“Aprender nunca esgota a mente.” Filósofo renascentista, preocupado com o futuro, cujas obras poderiam fazer parte atualmente da disciplina de previsão tecnológica. Da Vinci esboçou ideias para usos futuros que iriam (ou poderiam) ser inventados no futuro:

  • esboços de um modelo de pára-quedas;
  • esboços de máquinas voadoras com asas de linho e lâminas rotativas (helicóptero);
  • esboços de aparelhos de respiração subaquática com tubos longos, que permitiam a uma pessoa permanecer debaixo de água durane um longo período de tempo (mergulho).

    leonardo da vinci helicopter

Nostradamus
Nostradamus (1503-1566)
“A vida é uma série de escolhas.”
Um dos filósofos mais famosos, com um pensamento futurista de longo alcance: a sua obra é conhecida como "As profecias". Nostradamus escreveu o seu primeiro conjunto de Quadras, previsões de quatro linhas, em 1555, e as previsões dos seus livros estendem-se até aos dias de hoje. Entre as suas profecias, encontramos o grande incêndio de Londres, a revolução francesa ou a bomba atómica.

Profecies

Mary Shelley
Mary Shelley (1797-1851)
“Cuidado; Sou destemido e, portanto, poderoso.”
Mary Shelley foi uma novelista inglesa, escritora de contos, dramaturga, ensaísta, biógrafa e escritora de viagens, mais conhecida pela sua novela gótica “Frankenstein: ou, o Moderno Prometeu” (1818).
O livro conta a história de Victor Frankenstein, um estudante suíço de ciências naturais que cria um homem artificial a partir de pedaços de cadáveres e, mais tarde, dá vida à sua criatura. Ainda que inicialmente procure afeto, o monstro acaba por repugnar todos aqueles com quem se encontra. Solitário e miserável, o monstro vira-se contra o seu criador, que eventualmente morre.

Jules Verne
Jules Verne (1828-1946)
"A ciência, meu rapaz, é feita de erros, mas de erros que é bom cometer, pois levam, pouco a pouco, à verdade."
O novelista francês é mais conhecido pelos seus romances de aventura e pela sua profunda influência no género literário de ficção científica. As suas obras incluem "Viagem ao Centro da Terra" e "Vinte Mil Léguas Submarinas".

H. G. Wellss
H.G. Wells (1866-1946)

“A ciência, serva bastante competente, permanece atrás dos seus mestres belicosos e rudes, a oferecer recursos, procedimentos e soluções; mas eles são demasiado estúpidos para os utilizar... E do ponto de vista material, uma Utopia moderna deve demonstrar que aceitou esses dons."
O escritor inglês é conhecido pelas suas obras de ficção cientifica, entre as quais "A Guerra dos Mundos" e "A Máquina do Tempo".
Na verdade, ao longo de menos de quatro anos, H.G. Wells criou quatro das mais influentes, originais e arrepiantes obras de toda a ficção científica.
Com uma vida de experimentação incansável, de viagens e de compromisso intelectual, Wells era não só uma figura pública proeminente, mas também um dos maiores criativos do mundo moderno.

The Time Machine Livro: A Máquina do Tempo, por H.G. Wells

Em "A Máquina do Tempo", Wells definiu grande parte da ficção científica moderna com esta história de viagens no tempo, que questiona a humanidade, a sociedade e o nosso lugar na terra.


Philip Kindred Dick
Philip Kindred Dick (1928-1982)

“No centro de um universo irracional governado por uma Mente irracional está o homem racional.”
O escritor norte-americano explorou temas filosóficos, sociológicos e políticos, em romances com argumentos onde dominavam temas como as empresas monopolistas, os governos autoritários, os universos alternativos e os estados de consciência alterados.
O seu trabalho refletiu o seu interesse pessoal pela metafísica e pela teologia, e frequentemente inspirou-se nas suas experiências de vida para abordar temas como a natureza da realidade, a identidade, o abuso de drogas, a esquizofrenia e as experiências transcendentais.
"Ubik" é uma das obras-primas de Dick e foi eleita como um dos melhores 100 romances desde 1923, pela revista Time.
Vários romances de Dick foram adaptados ao grande ecrã e este chegou a escrever uma guião para uma possível adaptação de "Ubik", em 1974, mas o filme nunca chegou a ser produzido.
O filme Relatório Minoritário (2002), realizado por Steven Spielberg e protagonizado por Tom Cruise, baseia-se no conto de ficção científica com o mesmo nome. O filme retrata muitos dos temas de Dick, mas altera alguns pontos principais do enredo e acrescenta um enquadramento de ação-aventura.